quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Vitalidade Comunitária


Talvez um dos ingredientes mais importantes para a felicidade seja estar em grupos ou comunidades nos quais nos sentimos amados e apoiados. Em que somos vistos como sujeitos, e não como objetos ou meios para se atingir um fim, financeiro ou social. Quando uma organização foca na felicidade de seus colaboradores, temos a sensação de que as pessoas não estão a serviço do trabalho, mas que o trabalho está a serviço das pessoas, ou seja, da expressão do melhor de cada um, o que significa que a “pauta humana” é tão importante quanto a “pauta do trabalho”.

Para que essa valorização aconteça, a Comunidade SER busca focar na felicidade individual e coletiva, deixando que o trabalho seja a maneira de compartilhar com o mundo a alegria de estar fazendo parte de um espaço, de um grupo e de um conjunto de relações significativos. Tão importante quanto o que fazemos é como fazemos: as reuniões de trabalho são permeadas, tanto quanto possível, com música, danças e brincadeiras; encontramo-nos e conversamos informalmente em almoços comunitários caseiros semanais; os conflitos e angústias têm espaço para emergir por meio de metodologias de diálogo e de escuta profunda utilizados nas reuniões grupais e nas relações informais; a construção de ideias, projetos, modelos de gestão da comunidade, entre outros, são construídos de forma participativa, por meio de metodologias de co-criação conhecidas e outras criadas por nós; o clima de trabalho é informal: as pessoas se vestem como querem, os horários e a carga horária são flexíveis e todos podem se comunicar ou se comportar de sua própria maneira; os conflitos dessa forma livre de se viver e trabalhar são resolvidos por meio de rodas de “loveback”, algumas informais (individualmente ou no grupo) e uma grande roda, mais estruturada, feita uma vez por ano; as reuniões, mesmo as mais desafiadoras, sempre terminam com alguma atividade que proporcione o toque e o afeto entre todos; quando ações, combinados e metas não são cumpridos, a atitude da comunidade não é punitiva, mas busca trazer luz para os erros como sintomas que podem dar dicas de outras direções a serem seguidas pela pessoa ou pelo grupo como um todo; quando alguém da comunidade está com alguma questão pessoal emergente e precisar do apoio dos demais membros, existe flexibilidade para dar uma pausa nas pautas de trabalho para se dar conta da pauta humana.

Essas e outras ações geram, em longo prazo, o sentimento de fazermos parte de uma “família de amor”, o que potencializa nosso comprometimento e carinho uns com os outros e com os projetos que compartilhamos com o mundo.

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